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Vice-Presidente rende homenagem a Agostinho Neto

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, rendeu esta quinta-feira [17.09.2020] homenagem a António Agostinho Neto, o nacionalista que a 11 de Novembro de 1975, proclamou Angola como Estado independente do regime colonial português.
No Memorial Dr. António Agostinho Neto, Bornito de Sousa depositou uma coroa de flores no sarcófago onde repousam os restos mortais do fundador da Nação, falecido a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, na altura capital da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas, ex-URSS.
Nascido a 17 de Setembro de 1922, António Agostinho Neto foi presidente de Angola de 11 Novembro de 1975 até 10 de Setembro de 1979, altura da sua morte.
Filho do pastor da Igreja Metodista Unida Americana e professor, Agostinho Pedro Neto, e da professora Maria da Silva Neto, Agostinho Neto fez os seus estudos secundários no Liceu Nacional Salvador Correia, em Luanda.
Licenciou-se, depois, em medicina na Universidade de Lisboa, Portugal, onde desenvolveu intensa actividade política, no seio dos movimentos de estudantes e jovens independentistas africanos, e casou-se com Maria Eugénia Neto, escritora, poetisa e jornalista.
Neto foi, na década de 50, secretário-geral da delegação (em Coimbra – Portugal) da Casa dos Estudantes do Império e membro fundador do Centro de Estudos Africanos, em conjunto com Amílcar Cabral (Guiné-Bissau), Mário Pinto de Andrade (Angola), Marcelino dos Santos (Moçambique) e Francisco José Tenreiro (Angola).
Mais tarde, tornou-se fundador do Clube Marítimo Africano. Devido à sua participação activa nos movimentos estudantis nacionalistas, foi preso diversas vezes pela polícia política portuguesa (PIDE), dando origem a campanhas internacionais de solidariedade para a sua libertação.
Em 1962 subiu à presidência do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Ao longo da década de 70, liderou as actividades políticas e de guerrilha do MPLA e o processo de descolonização (1974/75) a partir de Argel (Argélia) e Brazzaville (República do Congo) até ao seu regresso a Angola, a 4 de Fevereiro de 1975.
Na literatura, destaca-se com “Náusea” (1952), “Quatro Poemas de Agostinho Neto” (1957), “Com os olhos Secos”, edição bilingue português – italiano (1963), “Sagrada Esperança” (1974), “Renúncia Impossível” (edição póstuma 1982) e “Poesia” (edição Póstuma 1998).

FONTE: ANGOP

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