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Vice-Presidente da República quer ver país fortalecido na promoção e salvaguarda do património cultural material e imaterial

O Vice-Presidente da República defendeu quinta-feira [01.04.2021], a necessidade do país fortalecer-se, cada vez mais, na promoção, salvaguarda e valorização do seu património cultural material e imaterial.

Ao intervir, em Luanda, na cerimónia de apresentação do livro “Mandume o Rei de OUKWANYAMA”, de Arsénio Satyohamba,

o Vice-Presidente Bornito de Sousa encorajou o Secretariado Nacional da JMPLA, como actor social activo da sociedade, por estar a levar a cabo, no âmbito do seu Plano Programático, o fomento do projecto “Mandume o Rei de Oukwanyama”, cujo objectivo é a pesquisa, investigação, publicação e divulgação dos feitos do soberano.

Diante de um auditório preenchido por governantes, legisladores e académicos, o Vice-Presidente da República afirmou que a história deve ser, cada vez mais enriquecida e no seu estudo todas as contribuições devem ser acolhidas, pois não existem verdades adquiridas e fechadas em si mesmas.

“Espero que apareçam mais propostas de estudo e investigação sobre a figura do Rei Mandume ya Ndemufayo, cuja indiscritível coragem levou-o a comandar os destinos do povo Kwanyama num dos períodos mais difíceis da história da região sul”, referiu.

Bornito de Sousa salientou um dos méritos da obra de Arsénio Satyohamba, “lançar luz e esclarecer definitivamente a falsidade da imagem amplamente divulgada de Mandume como personagem fisicamente forte e com os braços cruzados sobre o peito”.

Ainda relativamente à pesquisa dos factos históricos nacionais e do seu património cultural passível de ser inscrito na Lista do Património Mundial, enfatizou que a criação pelo Titular do Poder Executivo, da Comissão Multissectorial para a Salvaguarda do Património Mundial, que se reúne periodicamente, atesta o compromisso do Executivo nesse sentido.O Vice-Presidente da República manifestou-se convicto de que a obra “Mandume o Rei de Oukwanyama” cumprirá o seu papel de divulgação dos feitos desta grande figura da história  de Angola junto da juventude e dos países que serviram de plataforma de investigação da obra, nomeadamente África do Sul, Alemanha, Finlândia, Namíbia, Portugal e Reino Unido.

Como coordenador da Comissão Nacional para a Salvaguarda do Património Cultural, o Vice-Presidente da República lembrou que localidades e empreendimentos como o Oihole, Môngua e sítios de memória de batalhas da época de Mandume e da resistência recente ao ocupante regime racista de apartheid, existentes em particular na Província do Cunene, devem ser preservados e valorizados.

“Esperamos ver o Rei Mandume ya Ndemufayo, montado no seu cavalo, imponentemente homenageado na Praça principal da Cidade de Ondjiva”, disse.

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