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Vice-Presidente da República convidado de honra na cerimónia dos 75 anos do UNICEF

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, defendeu esta terça-feira [7.12.2021],  em Luanda, menos teoria e mais acção na implementação de programas de promoção e defesa dos direitos da criança. “A criança é o futuro”, afirmou, “por isso temos o dever devemos olhar para elas hoje, com toda a atenção e sentido de prioridade responsabilidade.”

Convidado de Honra na cerimónia oficial de celebração dos 75 anos do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), que juntou governantes, membros do corpo diplomático, representantes de organizações da sociedade civil, Bornito de Sousa considerou o país muito bem servido em termos de legislação protectora dos direitos da criança, desde a Constituição a  leis infraconstitucionais.

“Ou seja, não nos faltam leis. Necessitamos é de mais acção, no sentido de as implementar e concretizar. E tem sido essa a linha de actuação do Executivo do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço”, referiu.

Para o Vice-Presidente da República só com mais acção Angola poderá “reduzir a zero, o número de crianças fora do sistema de Ensino”.

Bornito de Sousa defendeu a implementação de um “amplo programa de inclusão digital desde tenra idade”, para evitar que, no futuro,  mais jovens se vejam excluídos do mercado de trabalho, que é cada vez mais tecnológico ou digital e global.”

O Vice-Presidente considerou a passagem dos 75 anos do UNICEF, uma oportunidade para homenagear todoa aqueles que, sob mandato das Nações Unidas, trabalham em prol da defesa dos direitos da criança, inclusive em zonas de risco onde adultos passam por sérias dificuldades”.

O evento, que decorreu numa das unidades hoteleiras da cidade de Luanda, foi marcado por discursos do Representante do UNICEF em Angola e da Coordenadora Residente das Nações Unidas, assim como depoimentos de representantes de organismos parceiros do UNICEF em Angola, com realce para os departamentos ministeriais da Accao Social, Família e Promoção da Mulher, Saúde,  Educação,  Justiça e Direitos Humanos.

Foram também ouvidos testemunhos de pessoas cujos exmplos de vida inspiram outras pessoas. O cantor gospel Miguel Buila, a activista Cármen Mateta e a ambientalista Fernanda René, partilharam com a plateia as suas histórias e vivências, assinalando o repto do UNICEF sobre a necessidade de se colocar a criança no centro da agenda política, como prioridade.

Criado em 1946, para dar resposta às necessidades de crianças e famílias cujas vidas foram destruídas pela Segunda Guerra Mundial, através de ajuda humanitária e assistência de longo prazo, há mais de sete décadas que o UNICEF desempenha um papel importantíssimo na redução das mortes de crianças e ajuda outros milhões a desenvolverem todo o seu potencial.

Este trabalho estende-se a crianças cujas vidas são profundamente afectadas por conflitos e crises, que vivem na pobreza extrema, afectadas pelos crescentes efeitos das alterações climáticas, discriminadas e excluídas, onde quer que estejam e independentemente da sua origem.

Ao lado de parceiros locais, nacionais, regionais e internacionais, o UNICEF trabalha em 190 países e territórios, com foco na resolução ou redução dos problemas que afectam as crianças mais vulneráveis e marginalizadas, em qualquer parte do mundo.

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