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Professor é ‘peça-chave’ na solução dos problemas do país 

O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, disse hoje, em Luanda, que na equação aparentemente complexa que é a busca por soluções para os mais prementes problemas do nosso país, o “Professor é uma variável determinante que deve ser dignificada, valorizada, respeitada e acarinhada”.

Perante uma plateia constituída por decisores políticos, académicos, diplomatas e membros da comunidade científica, Bornito de Sousa defendeu a necessidade de se “continuar a apoiar as medidas que estão a ser tomadas pelo Executivo liderado pelo Presidente João Lourenço, no sentido de cada vez mais posicionar o Professor como a figura central de todo o sistema de educação e ensino”.

Sobre as medidas em curso, o Vice-Presidente citou algumas: “a exigência de formação superior para os professores de todos os níveis, desde o Pré-Escolar, e fazer, com a adição da agregação pedagógica, o aproveitamento dos milhares de jovens licenciados mas sem emprego”.

“Sem o Professor”, disse Bornito de Sousa, “não temos operários e especialistas, médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, juízes, advogados, economistas, contabilistas, jornalistas ou arquitectos”.

“Sem ele”, continuou, “tão-pouco temos funcionários administrativos, mecânicos, correctores de seguros, reguladores de trânsito, ministros eclesiásticos, ministros, deputados ou quem vos fala… Sem o Professor… não há Engenheiros”, rematou.

O Vice-Presidente da República assegurou que da parte do Executivo angolano “existe plena consciência de que a formação de qualidade dos engenheiros está intrinsecamente ligada ao sucesso do processo de desenvolvimento sustentável do nosso país”.

Para Bornito de Sousa é esperado que a Engenharia possa “servir e contribuir para resolver os problemas concretos dos cidadãos, das empresas e instituições, das comunidades, do país e mesmo, problemas globais”. E citou alguns problemas que requerem soluções de engenharia, os “eternos” engarrafamentos da Província de Luanda, as inundações em Luanda aquando da época chuvosa, a falta de acesso a energia eléctrica que as comunidades rurais têm de viver quando o país está “repleto de Sol e rios permanentes para produção de energia limpa”.

Com duração de dois dias, o Encontro Nacional sobre o Ensino da Engenharia em Angola é uma realização do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com vários organismos nacionais e internacionais, e tem como objectivos a partilha de experiências sobre o ensino da engenharia para as diferentes realidades académicas do país, a análise crítica e positiva sobre as características do ensino da engenharia e da formação de engenheiros em Angola, bem como o papel destes profissionais no desenvolvimento sustentável da sociedade angolana.

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