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Presidente João Lourenço pede fim do embargo de armas à RCA

O Chefe do Estado angolano, João Lourenço, defendeu esta quarta-feira [23.06.2021], em Nova Iorque, o levantamento do embargo de armas imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas à República Centro Africana (RCA).

João Lourenço, que intervinha no Conselho de Segurança na qualidade de Presidente em exercício da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), pediu critérios justos no tratamento da questão do levantamento do embargo, que, referiu, impede a construção de verdadeiras forças armadas à altura dos desafios do país e da conturbada região, num contexto em que o terrorismo internacional transferiu o seu epicentro do Médio Oriente para a África.

Para João Lourenço, não é realista considerar que as mesmas razões que justificaram o embargo, no passado, ainda prevaleçam na actual conjuntura, se se tiver em conta o facto de o actual governo ter sido legitimado nas urnas nas últimas eleições gerais, reconhecidas pela comunidade internacional.

O Presidente da República considerou essencial que a RCA tenha capacidade de se defender da situação agravada pela expulsão dos mercenários e combatentes estrangeiros da Líbia, sem que tivessem sido desarmados, acompanhados e repatriados, podendo exacerbar a proliferação do terrorismo e aumentar a ameaça à paz e à estabilidade na região do Sahel e na África Central e Austral.

Segundo o Chefe de Estado angolano, é altura de a comunidade internacional ajudar a RCA a formar as suas tropas e equipá-las com armamento, no sentido de começar a caminhar com as suas próprias pernas e garantir a própria defesa e segurança, quando as forças estrangeiras, como a missão da ONU, terminarem a sua missão.

Sobre o plano estratégico da presidência angolana durante o mandato de dois anos na CIRGL, o Presidente da República explicou que tem como referência a estabilidade e o desenvolvimento da região dos Grandes lagos, os princípios da carta da ONU e da União Africana, tendo enfatizado a importância do apoio internacional nos esforços tendentes à paz e à estabilidade na RCA.

João Lourenço destacou as duas minicimeiras de Chefes de Estado sobre a RCA realizadas em Angola, que no essencial, referiu, exortaram os grupos rebeldes a observar o cessar-fogo, a abandonar o cerco à capital centro africana e abrir o corredor Douala-Bangui para facilitar a circulação de pessoas e bens.

Fonte: SACII

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