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Presidente João Lourenço aborda impacto da Covid-19 no processo de reestruturação da economia nacional

O Presidente da Republica, João Lourenço, falou do impacto negativo da pandemia do novo coronavirus nos planos e metas de reestruturação da economia nacional.
Ao discursar esta terça-feira [22.09.2020] no debate geral da 75ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em videoconferência, o estadista angolano, lembrou que a pandemia veio destapar as fragilidades das estruturas sanitárias e a sua capacidade de resposta e que “as esperanças de começar a obter resultados positivos depois do esforço de reestruturação da economia nacional, realizado num contexto em que o país teve de aplicar medidas difíceis e com um impacto bastante duro sobre a vida das populações, não se vão concretizar a breve trecho”.
João Lourenço disse que a Covid-19 provocou a desarticulação da cadeia produtiva, afectou os preços dos principais produtos de exportação, paralisou os serviços e outros sectores vitais da economia, desencadeando níveis de desemprego e uma situação social preocupante. “Este problema sanitário global paralisou toda a dinâmica que se perspectivou em termos de retoma da economia mundial que após a crise económica iniciada em 2008 dava sinais animadores de recuperação, e muito particularmente, em países em via de desenvolvimento, como é o caso de Angola”, referiu.
O Chefe de Estado sublinhou que os recursos que o país dispunha para financiar os sectores produtivos da economia,  tiveram de ser canalizados para atender as necessidades de biossegurança e outras de carácter epidemiológico urgente.Neste sentido, lembrou que o país foi obrigado a criar, muito rapidamente, centros para albergar pessoas em situações de quarentena institucional em todo o território nacional, apetrechar hospitais em todo o país com equipamentos fundamentais para as urgências médicas ligadas a Covid-19 e não só.

A par disso, sublinhou que foram criados, igualmente, centros hospitalares com capacidade para atender eventual surto da pandemia e outras estruturas afins. “Devo reconhecer que para além dos esforços feitos por nós próprios, beneficiamos da solidariedade de outros países e de organizações internacionais, de empresas e de organizações não governamentais, bem como cidadãos individuais que ajudaram a mitigar o impacto da pandemia em Angola”, notou o Presidente da República.

Durante a sua intervenção, assinalou que a conjugação de esforços, colaboração e cooperação entre as nações e o interecâmbio entre as instituições cientificas especializadas, tem permitido fazer face a Covid-19, até então, totalmente desconhecida.

O debate geral da 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU, diferente dos anteriores, este ano, em virtude da pandemia da Covid-19, dispensou a presença física de delegações dos países membros. Os 193 Estados estão representados pelos respectivos embaixadores acreditados na sede da ONU, em Nova Iorque.

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