Notícias

MENSAGEM POR OCASIÃO DO DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DE ESTRADA

Assinala-se este domingo, o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Estrada, efeméride instituída há 16 anos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da resolução 60/A de 25 de Outubro de 2005.

A efeméride visa consciencializar o mundo sobre a necessidade de uma reflexão profunda e acções concretas contra a sinistralidade rodoviária, “pandemia global” que, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), provoca anualmente mais de 1,3 milhões de mortes evitáveis, e cerca de 50 milhões de feridos, tornando-se a principal causa de morte de crianças e jovens em todo o mundo.

Em Angola, os dados oficiais demonstram um crescimento no número de cidadãos afectados por esse flagelo em relação ao ano passado: só nos últimos nove meses (de Janeiro a Setembro) o país registou 8.950 acidentes (+1.936 que no ano anterior), 1.845 mortos (+477) e 9.645 feridos (+2.131).

A este aumento, justificado, em parte, com a maior circulação de pessoas e bens fruto do levantamento das medidas restritivas impostas por força da prevenção à Covid-19, não é alheio o desrespeito às normas do Código de Estrada, com destaque para a condução em estado de embriaguez, o excesso de velocidade, as manobras perigosas, a má travessia de peões, mas também a falta de iluminação nas estradas, o mau estado técnico dos veículos e, nalguns casos, das vias de comunicação.

Como órgão de consulta de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Titular do Poder Executivo, em matérias relativas à viação e ordenamento do trânsito a nível nacional, constatámos com bastante preocupação que a faixa etária mais visada pela sinistralidade rodoviária, em que se destacam os atropelamentos, as colisões entre motociclos e automóveis, capotamentos e as colisões entre automóveis, situa-se dos 10 aos 47 anos de idade, uma franja da sociedade que muito tem para contribuir para o desenvolvimento do país.

Ao assinalarmos o 16º ano desde a institucionalização desta efeméride pela ONU, devemos ter a coragem de assumir que é possível fazer um pouco mais e melhor.

Uma das formas de fazer mais e melhor é aderir à iniciativa denominada “Década de Acção pela Segurança no Trânsito 2021-2030”, lançada pela OMS a 28 de Outubro do corrente ano, em Genebra, com a ambiciosa meta de prevenir pelo menos 50 % das mortes e lesões no trânsito até 2030.

Para tal, sempre que possível, de acordo com o nosso contexto, recursos disponíveis e capacidade, devemos ajustar os nossos planos nacionais e locais de sinistralidade rodoviária ao “Plano Global para a Década de Acção” desenvolvido pela OMS e as comissões regionais da ONU, em cooperação com outros parceiros da “UN Road Safety Collaboration”, que recomenda um conjunto de acções elaboradas a partir de intervenções comprovadas e eficazes, bem como das melhores práticas para a prevenção de lesões no trânsito.

Devemos fazê-lo cientes das inúmeras limitações e desafios com que se deparam todos os dias, quer os agentes e oficiais destacados no terreno para ajudar a regular e fazer fluir o trânsito rodoviário, como as entidades  políticas e administrativas.

E, não menos importante, devemos contar com a participação de todas as forças da nação capazes de influenciar a segurança no trânsito, como a sociedade civil e em especial a família, a Comunidade, a escola, a academia, a igreja, o sector privado, os líderes comunitários e as associações juvenis, na divulgação e implementação da Estratégia Nacional de Prevenção e Segurança Rodoviária, cuja missão consiste em tornar as estradas mais seguras e reforçar a sua importante função social, económica e estratégica, tornando-as espaços de utilidade, civismo e cordialidade.

 

Bem-haja!

 

 

Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, Luanda, 21 de Novembro de 2020.-

 

O COORDENADOR

BORNITO DE SOUSA,

  VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Copyright ©️ 2021 Órgãos de Apoio ao Vice-Presidente da República (OAVPR) | Todos os direitos reservados