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Dia Mundial das Comunicações Sociais
Assinala-se este sábado [08.05.2021], o Dia das Comunicações Sociais, data instituída com o “Decreto Inter Mirifica” ( Direito Canônico), visando chamar a atenção para o vasto e complexo fenómeno dos modernos meios de comunicação social existentes actualmente ao redor do mundo.
O Dia das Comunicações Sociais é a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II. O Papa Paulo VI foi o primeiro a comemorar a data, que aconteceu no dia 7 de Maio de 1967. Desde então, a data é celebrada em muitos países no Domingo que antecede à Festa de Pentecostes.
Deste modo, todos os anos, o Papa endereça uma mensagem a propor uma reflexão sobre o jornalismo. Este ano, a mensagem por ocasião do 55º aniversário da efeméride propõe-se reflectir a volta da expressão «“Vem e verás” (Jo 1, 46). Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são».
Por via desta mensagem, o Sumo Pontífice apela para a necessidade de “sair da presunção cómoda do «já sabido» e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las, recolher as sugestões da realidade, que nunca deixará de nos surpreender em algum dos seus aspetos”.
O Papa Francisco lembra que “há já algum tempo que vozes atentas se queixam do risco de um nivelamento em «jornais fotocópia» ou em noticiários de televisão, rádio e websites que são substancialmente iguais, onde os géneros da entrevista e da reportagem perdem espaço e qualidade em troca duma informação pré-fabricada, «de palácio», autorreferencial, que cada vez menos consegue interceptar a verdade das coisas e a vida concreta das pessoas, e já não é capaz de individuar os fenómenos sociais mais graves nem as energias positivas que se libertam da base da sociedade”.
Para Francisco, é preciso “gastar as solas dos sapatos”, pois a crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redacções, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem «gastar a sola dos sapatos», sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações”.
“Mas, se não nos abrimos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas com a capacidade que têm de nos apresentar uma realidade engrandecida onde nos parece estar imersos. Todo o instrumento só é útil e válido, se nos impele a ir e ver coisas que de contrário não chegaríamos a saber, se coloca em rede conhecimentos que de contrário não circulariam, se consente encontro que de contrário não teriam lugar”, lê-se na mensagem do Papa Francisco, que agradeceu o próprio jornalismo, que como exposição da realidade, requer a capacidade de ir aonde mais ninguém vai: mover-se com desejo de ver.
Sobre as redes sociais, o Papa Francisco fala das oportunidades e insidias nas web e lembra que a tecnologia digital dá-nos a possibilidade duma informação em primeira mão e rápida, por vezes muito útil.

Francisco lembra também que numerosas realidades do planeta – e mais ainda neste tempo de pandemia – dirigem ao mundo da comunicação um convite a «ir e ver», pois “há o risco de narrar a pandemia ou qualquer outra crise só com os olhos do mundo mais rico, de manter uma «dupla contabilidade».

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