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Dia Mundial da Vacina Contra a SIDA
Assinala-se esta terça-feira [18.05.2021] o “Dia de Consciência da Vacina do HIV” ou “Dia Mundial da Vacina Contra a SIDA”, instituído com o objectivo de promover a urgência da vacina de prevenção à infecção da SIDA, que se encontra até aos nossos dias a ser descoberta, o que exige avultados recursos para apostar nas novas tecnologias.
O primeiro Dia Mundial da Vacina contra a SIDA foi assinalado em 1998, com o propósito de promover uma profunda reflexão sobre a ausência de uma vacina após décadas de estudo, mas também reconhecer o trabalho desenvolvido a nível mundial por todos os voluntários, profissionais de saúde e cientistas que não medem esforços para minimizar a dor e o sofrimento de milhares de portadores de SIDA ao redor do mundo.
A efeméride procura enfatizar o esforço de todos aqueles que trabalham em conjunto para encontrar uma resposta eficaz contra o VIH/ SIDA em forma de vacina, bem como o reforço dos níveis de sensibilização sobre a importância da prevenção, enquanto continuam os estudos para a definitiva descoberta de uma vacina eficaz contra a SIDA, que é prevenível.
Dados da ONU estimam que existem 37 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo, dois milhões dos quais são adolescentes. A Organização estima que desde que foi identificada, em 1981, a doença tenha matado 35 milhões de pessoas. Quatro décadas depois, o número de novos casos registados ronda os mais de dois milhões em todo o mundo, ou seja, 5 mil novos casos por dia.
De acordo com a Rede Angolana de Organizações de Serviços de Sida, Tuberculose e Malária, Angola assumiu o compromisso de redobrar os esforços e coordenar melhor a resposta multissectorial, através da reactivação da Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA e Grandes Endemias, para atingir 90% de seropositivos testados, 90% de pessoas testadas em tratamento e 90% de pessoas em tratamento com supressão de carga viral.
A SIDA mata anualmente 13 mil pessoas em Angola, de um total de 26 mil novas infecções por ano, de acordo com a Rede Angolana das Organizações de Serviços de SIDA (ANASO) e a ONUSIDA, que chamam a atenção para a gravidade da doença que em 2020 passou para o segundo plano por causa da pandemia da Covid-19.
No ano passado, numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Luta Contra a SIDA [01.12.2020], o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, afirmou que “acabar com a SIDA como uma ameaça à saúde pública até 2030 é um objectivo alcançável” com mais financiamento para a saúde, sistemas de saúde fortes, funcionais e eficientes, acesso aos cuidados primários de saúde e respeito aos direitos humanos.

Por sua vez, a ONUSIDA anunciou para meados do corrente ano a retoma de novos programas de combate à SIDA.

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