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Dia Mundial da Doença de Parkinson

Assinala-se este domingo [11.04.2021], o Dia Mundial da Doença de Parkinson, efeméride institucionalizada pela Associação Europeia da Doença de Parkinson em homenagem a James Parkinson, o médico e cirurgião inglês que descreveria a “paralisia agitante” pela primeira vez em 1817, mais tarde re-baptizada como “Mal de Parkinson”.

Ao institucionalizar a data, a AED pretendeu chamar atenção é despertar a atenção para os perigos da doença degenerativa, crônica e progressiva, que atinge o sistema nervoso central, principalmente quando se dá uma redução significativa da produção de dopamina pelo corpo, substância responsável pela transmissão de mensagens entre as células nervosas e que ajuda na realização de movimentos voluntários automáticos do corpo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população mundial acima de 65 anos é portadora da doença de Parkinson, distúrbio típico da terceira idade e segunda doença neuro-degenerativa mais prevalente no mundo. Hoje, a doença afecta cerca de 6,3 milhões de pessoas.

Especialistas aconselham que mais do que centrar toda a atenção na doença, é preciso pensar na pessoa do doente, pois, apesar de a doença não ser curável e ainda não haver uma resposta definitiva sobre o que causa o seu desenvolvimento, é preciso olhar para o doente, na medida em que actualmente já é possível duplicar a expectativa de vida dos pacientes, graças às pesquisas que vão sendo feitas no sector e o recurso à intervenção multidisciplinar.

Estudiosos do Mal de Parkison sugerem o diagnóstico precoce para que sejam obtidos melhores resultados no tratamento. Os principais sintomas são tremores quando em repouso, rigidez muscular, lentidão e dificuldade em realizar movimentos repetitivos, alterações no equilíbrio quando em movimento e ainda mudanças na fala e na escrita.

Em Angola, por desconhecimento da doença, muitas pessoas ou ignoram os sintomas ou os associam ao envelhecimento. Entretanto, a par disso, está o défice de serviços de neurologia na rede pública, bem como de especialistas nacionais, a maior parte dos quais, concentrada em Luanda, onde exerce a actividade nos serviços de neurologia dos hospitais Josina Machel e Américo Boavida.

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