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Dia Internacional dos Museus

Assinala-se esta terça-feira [18.05.2021] o Dia Internacional dos Museus, efeméride instituída pelo Conselho Internacional dos Museus, que este ano promove uma reflexão sobre a necessidade de se redefinir o centro dos seus desafios na recuperação e reinvenção destes espaços face ao choque provocado pela pandemia da Covid-19.

A data que é assinalada desde 1977, por proposta do Conselho Internacional de Museus (ICOM) tem sido assinalada com o propósito de reforçar os laços dos museus com a sociedade, fundamentalmente olhar para o seu futuro com o emergir da era digital depois de a Covid-19 ter abalado as estruturas do sector da cultura, um dos mais afectados com museus e monumentos a sofrerem repercussões económicas, sociais e psicológicas sem precedentes.

Diante dos “estragos” económicos, sociais e até psicológicos provocados pela Covid-19 na sobrevivência dos museus, este ano o Dia Internacional dos Museus é assinalado sob o tema “O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar”, dado que urge começar impulsionar a transformação e adaptação dos museus à velocidade com que se dá a transição digital em várias partes do mundo neste seculo 21 para que não mais fiquem presos somente ao passado.

A Covid-19 tem servido para reflectir no futuro dos museus. Especialistas reconhecem que até há pouco anos, todos os cidadãos do mundo, com predisposição e interesse para visitas a museus estavam habituados a ligar os museus ao passado e ao presente. Hoje, sabe-se que podem olhar para os museus com perspetiva de futuro, numa altura em que entra na agenda a inevitável transição digital, um dos imperativos desta década.

Com esta transição, destacam os estudiosos, será possível digitalizar os acervos e colocá-los online.

 Estudos realizados pela UNESCO e pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) confirmam que os museus foram fortemente afectados pela pandemia da COVID-19.

De acordo com os estudos, a crise da Covid-19, levou quase 90% dos museus, ou seja, mais de 85 mil instituições museológicas a fecharem suas portas. Além disso, em África e nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), apenas 5% dos museus foram capazes de oferecer conteúdo online para o público. Quase 13% dos museus ao redor do mundo talvez não consigam reabrir.

Em Angola, o cenário não foi diferente. Os vários museus, grande parte concentrados em Luanda, nomeadamente a Fortaleza de São Miguel, Museu Nacional de Escravatura, Museu da Moeda, Museu de História Natural, Museu Nacional de Antropologia, viram as suas portas fechadas. Fora da capital do país, estão os Museus do Dundo, Museu dos Reis do Congo e o Museu Regional da Huila, que por força da Covid-19, têm passado pelo mesmo cenário.

Uma breve incursão histórica, lembra que é atribuída a Norton de Matos, Governador-geral de Angola entre 1911 e 1925, o impulso pela criação dos museus, em Angola. Em 1912, foi criado o Museu Etnográfico de Angola e Congo, museu privado, e em 1936, o também privado Museu do Dundo, da Companhia de Diamantes Diamang. Entretanto, a actividade museológica em Angola teve início oficial a 8 de Setembro de 1938 com a criação e abertura do Museu de Angola, instalado na Fortaleza de S. Miguel em Luanda. A partir desta data começam a surgir, um pouco por todo país, os primeiros museus de cariz Etnográfico e Colonial. O último museu criado em Luanda foi o museu da Moeda, inaugurado em 2016.

Os museus, em Angola, gozam de estatuto legal, contando com uma Lei que aprova as Taxas de Acesso aos Museus e um Estatuto Geral dos Museus.

O Executivo atribui uma grande importância aos museus, monumentos e todo património cultural nacional. Deste modo, criou a Comissão Nacional Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural, coordenada pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa. A comissão tem por objectivo promover a implementação de programas de conservação e a gestão participativa do património cultural, tendo em conta a necessidade de se adoptarem medidas especiais de acompanhamento do património cultural nacional de valor universal excepcional.

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