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Dia Internacional do Jazz

Assinala-se esta sexta-feira [30.04.2021] o Dia Internacional do Jazz, data criada pela UNESCO e anunciada pelo pianista e Embaixador da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Herbie Hancock, como forma de lembrar a importância deste género musical e o seu contributo na promoção de diferentes culturas e povos ao longo da história.

O Dia Internacional do Jazz foi comemorado pela primeira vez em 2012. De lá para cá tem sido associado à luta pela liberdade e à abolição da escravatura, e toda a vez que é celebrado, representa uma oportunidade para promover o estilo musical que apela à criatividade, à improvisação e à descoberta e ampliação de novas fronteiras estéticas de sonoridades.

O jazz teve origem nos Estados Unidos da América, através da comunidade afro-americana no século XIX, tendo-se popularizado nas primeiras décadas do século XX. New Orleans é reconhecida como a cidade onde nasceu o estilo musical, tendo como expoentes máximos artistas como Miles Davis, Chet Baker, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Nina Simone, John Coltrane, Louis Armstrong, Edward Ellington e Dizzy Gillespie.

Em Angola, o Jazz tem florescido e se afirmado a pouco e pouco, e, ao mesmo tempo que cresce o número de artistas, cresce também o número de admiradores daquele estilo musical. Para acalentar os aficcionados deste género musical, Luanda acolhe esta sexta-feira a décima edição do Festival Internacional de Jazz, que deve reunir artistas angolanos, camaroneses, chadianos, gaboneses e congoleses democráticos.

Estão, entretanto, confirmadas as participações de Filipe Mukenga, Sam Mangwana, Anabela Aya, Esperança Mirakiza, Totó, Ricardo Lemvo, Mitchel Long (EUA), Catarina dos Santos (Portugal), Chico Pinheiro (Brasil), Yamandu Costa (Brasil), Luiz Guerreiro (Portugal) e As Marias (Moçambique).

O festival deste ano tem como objectivo “sensibilizar a comunidade internacional para as virtudes do jazz como ferramenta educativa e como força de paz, unidade, diálogo e de cooperação reforçada entre os povos”, segundo palavras de Jerónimo Belo, um dos mais acérrimos defensores desse género musical no país.

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