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Dia Internacional do Enfermeiro

Assinala-se esta quarta-feira [12.05.2021] o Dia Internacional do Enfermeiro, instituído pelo Conselho Internacional de Enfermeiros para homenagear todos os profissionais do mundo e relembrar a importância que desempenham na prestação de cuidados de saúde.

A efeméride é uma homenagem ao dia de aniversário de Florence Nightingale [Florença, 12.05.1820], considerada fundadora da enfermagem moderna. Além de ter feito e publicado estudos comparativos, Nightingale foi convidada para superintendente de enfermeiras voluntárias na Guerra da Crimeia, em 1853, altura em que as inovações por si trazidas resultaram na redução de mortes de 42,2% para 2,2%. A sua dedicação rendeu-lhe a condecoração da Cruz Vermelha Real em 1883.

Considerados os “anjos da guarda na terra”, heróis ou profissionais da linha da frente por estarem sempre perto dos doentes, os enfermeiros são homenageados nesta data pelo esforço que empreendem nos hospitais de todas as partes, no mundo.

Este ano, a data é celebrada com o tema “Enfermeiros: Uma Voz para Liderar – com o subtema Uma Visão para o Futuro dos Cuidados de Saúde”. Annette Kennedy, presidente do Conselho Internacional de Enfermeiros, referiu que este tema para 2021 evidencia que “a pandemia global COVID-19 mostrou ao mundo o importante papel que os enfermeiros desempenham para manter as pessoas saudáveis ao longo da vida”.

Dados indicam que a força de trabalho global em saúde está estimada, em números conservadores, em pouco mais que 59 milhões de trabalhadores, sendo que os enfermeiros representam mais de metade dos profissionais de saúde no mundo, mas a maioria trabalha nas regiões da Europa, Américas e Pacífico Ocidental, de acordo com as conclusões de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o relatório sobre o estado da enfermagem no mundo, havia em 2018 quase 28 milhões de enfermeiros, mais 4,7 milhões em relação a 2013 e o equivalente a 59% dos profissionais de saúde.

A OMS alerta, no entanto, que, apesar do crescimento do número de profissionais, continua a haver um défice de cerca de 5,9 milhões de enfermeiros, uma carência que afecta sobretudo países em África, no Sudeste Asiático e na região do Mediterrâneo Oriental. Nestas zonas, a densidade de profissionais por cada 10 mil habitantes é significativamente mais baixa, de tal forma que mais de 80% do número total de enfermeiros trabalham em países que representam metade da população mundial.

O relatório destaca dois casos extremos para ilustrar esta distribuição desigual: África e as Américas. Apesar de populações semelhantes, havia em 2018 quase 10 vezes mais enfermeiros nas Américas (83,4 por 10 mil habitantes) do que em África (8,7).

Em Angola, dos 90 mil profissionais formados desde a Independência, a Ordem dos Enfermeiros controla 44.015 técnicos credenciados. Deste número, 31.200 são mulheres e 12.815 são homens.

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