Notícias

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Assinala-se esta quinta-feira [11.02.2021], o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, efeméride instituída pela ONU para incentivar a actuação das mulheres nas áreas científicas e promover o equilíbrio de género na ciência.

Dados oficiais apontam para um desequilíbrio em termos de presença de homens e mulheres nos trabalhos de pesquisa, sendo que o número de homens é bastante superior ao de mulheres, apesar se reconhecer que o trabalho destas mudou a maneira como o mundo é visto hoje.

A contribuição da mulher para a ciência tem se destacado ao longo da história e tem sido considerada crucial na descoberta de medicamentos e de invenções que mudaram o mundo e produziram pesquisas de longo alcance, embora, na mais das vezes, esses avanços sejam minimizados ou negligenciados por força do preconceito de género, que deixa por muito tempo as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas como STEM (sigla em inglês), marcadas pela exclusão.  

Existem actualmente problemas estruturais e de base que dificultam o acesso de milhares de mulheres à ciência. Destes, o destaque recai para o acesso desigual à educação, tecnologias e posições de liderança, que não raro afastam inúmeras mentes femininas das carreiras de STEM e impede o seu progresso.

Apesar disso, algumas fronteiras começam a ser ultrapassadas para dar lugar à busca de soluções para desafios globais. Mulheres de todos os continentes, da América à Africa, da Asia à Europa e da Oceânia à Antártida empreendem esforços para um mundo melhor, com notáveis contribuições na investigação, na ciência e na inovação.  

Do conjunto de mulheres que se elevaram no plano da ciência, destacam-se nomes como a brasileira Márcia Barbosa, física especializada em estruturas complexas da molécula de água. Em 2013, recebeu o Prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência; a chinesa Tu Youyou, química-farmacêutica, dedicada a investigação do tratamento da malária com a descoberta da artemisinina, um composto que reduz rapidamente o número de parasitas do plasmódio no sangue de pacientes com malária.

Em 2015, Youyou e mais dois colegas receberam o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina; a sul-africana Kiara Nirghin, de 19 anos, vencedora do Google Science Fair 2016, criou um polímero superabsorvente que pode reter mais de 100 vezes a sua massa, o que revolucionou a conservação da água, mantendo plantações saudáveis durante períodos de seca.

Katherine Johnson, matemática e cientista da NASA, cujos cálculos de trajectórias, períodos de lançamento e caminhos de retorno de emergência, levaram os primeiros astronautas dos Estados Unidos ao espaço e à órbita da Terra. Hoje, aos 101 anos, celebra o facto de os seus cálculos terem sido essenciais para a exploração espacial dos Estados Unidos.

Marie Curie, física e química, incidiu a sua pesquisa na radioactividade, estabelecendo a base para a ciência nuclear moderna, dos raios X à radioterapia para o tratamento do câncer. Ganhou o Prêmio Nobel por duas vezes e em duas categorias: Física e Química. Segenet Kelemu, patologista de moléculas de plantas, o que tem ajudado a produção agrícola de pequenos agricultores. Kelemu recebeu o Prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência em 2014.

Maryam Mirzakhani se tornou a primeira aluna iraniana a ganhar a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática, tendo feito doutoramento na Universidade de Harvard e foi uma das líderes nos estudos de dinâmica e geometria de superfícies complexas.

Em 2014, Mirzakhani torno-se a primeira vencedora da medalha Fields, o prémio de maior prestígio em Matemática.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Copyright ©️ 2020 MwangoBrain | Todos os direitos reservados