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Dia Internacional da Língua Portuguesa

Assinala-se esta quarta-feira [05.05.2021] o Dia Mundial da Língua Portuguesa, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como reconhecimento do valor internacional do idioma, considerado o primeiro a ser globalizado no mundo, enquanto língua de ciência, cultura, economia, diplomacia e paz.

Celebrada pela primeira vez em 2020, após consagração pela UNESCO em Novembro de 2019, o Dia Internacional da Língua Portuguesa passou a representar o simbólico sinal do multilinguismo, como testemunho de diversidade, inclusão, solidariedade e mais um passo para reforçar o seu papel no universo das Nações Unidas, onde se apresenta nas suas várias dimensões e celebra a multiplicidade de vozes, um dos seus traços peculiares.

Em crescente expansão pelos quatro continentes, a Língua Portuguesa é já a mais falada no Hemisfério Sul, com 285 milhões de falantes distribuídos por nove países: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil.

Ao proclamar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, a UNESCO afirma que é preciso “implementar uma cooperação mais ampla entre os povos por meio do multilateralismo, aproximação cultural e diálogo entre civilizações como está estipulado nos estatutos” e hoje, o português é também língua oficial em Macau, na China, e falado como língua materna ou língua de herança por pelo menos sete milhões de pessoas na diáspora, segundo dados do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), com sede em Cabo Verde.

Cultores da Língua Portuguesa e diplomatas da lusofonia lembram que a “designação do dia 5 de Maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa traduz o reconhecimento do seu alcance e do seu impacto verdadeiramente global, passando a ser uma ponte que perpassa oceanos, liga continentes e se estabelece no seio do povo como expressão máxima da sua existência, enquanto veículo de comunicação”.

Símbolo de história, cultura e de laços entre povos dos quatro continentes, o português foi objecto de questões fracturantes, um dos principais, o acordo ortográfico, que envolveu as nações que a cultuam e a falam. Angola, por razões atendíveis, não o ratificou e continua a falar e a escrever tal como a Língua se mostrou nos primórdios.

Em 2020, durante a 15ª reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, Angola assumiu a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Cabo Verde que esteve à frente da organização de 2018 a 2020.

Actualmente, os desafios da CPLP passam por intensificar a sua projecção internacional ao redor do mundo visando o fortalecimento institucional e político dos Estados-membros para afirmação conjunta dos seus interesses em foros internacionais. Para tal, é imprescindível tornar o português língua oficial e de trabalho da ONU no mais curto espaço de tempo.

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