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Dia Internacional da Família

Este sábado [15.05.2021], assinala-se o Dia Internacional da Família. A data foi instituída pela Assembleia Geral da ONU, para destacar a importância da família na sociedade e enfatizar o seu papel na educação e preparação dos filhos para a vida social, bem como no reforço de uma mensagem de união, amor, respeito, cooperação e solidariedade.

A primeira celebração do Dia Internacional da Família ocorreu em 1993 e surgiu da necessidade de reafirmar a sua força, enquanto instituição e espinha dorsal das sociedades em todo o mundo, sendo ela berço da socialização e reduto do cultivo de princípios e valores para a vida.

Segundo a resolução que criou o Dia Internacional da Família, a efeméride “oferece-nos uma oportunidade para promover a consciencialização sobre questões relacionadas à família e aumentar o conhecimento dos processos sociais, económicos e demográficos que a afectam” no decurso do tempo.

Actualmente, os Governos procuram chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade, para os seus direitos e responsabilidades, sem deixar de parte a necessidade de promover a sensibilização para coesão familiar, numa altura em que o mundo se debate com fenómenos relacionados com mutações demográficas, influenciadas grandemente pelo modelo e tamanho da família, com a tendência em tornar-se, cada vez menor, justificada pelo contínuo crescimento de famílias monoparentais.

Dados oficiais recentes dão conta que actualmente 65% das famílias é constituído por casais que vivem com os seus filhos ou casais com filhos e membros da família alargada, com avós.

Para as Nações Unidas, o “número decrescente de famílias extensas e o número crescente de famílias monoparentais colocam em foco a questão da protecção social.”

Ao longo de toda a história da humanidade a família tem sofrido abanões em decorrência de situações de catástrofes naturais, guerras, pandemias e fome. Mas, tem resistido e é por isso que as Nações Unidas lembram que “são as famílias que mesmo a suportar o peso da crise, protegem os seus membros, cuidam de crianças que se encontram fora da escola e, sem deixar de parte as suas responsabilidades laborais.”

Nos últimos anos, e principalmente com o emergir da pandemia da Covid-19, famílias de todos os continentes, com realce para as do continente africano, se têm debatido com o aumento da pressão económica, que tem aumentado as incertezas e a violência às mulheres e crianças. Neste sentido, a ONU apela os seus Estados-membros a reforçarem o apoio às famílias vulneráveis, incluindo àquelas que perderam a capacidade económica e financeira.

Em Angola, é reconhecido o papel da família enquanto núcleo da sociedade e principal fonte de transmissão de valores e princípios cívicos e morais. Entretanto, vários factores são identificados nos últimos anos como sendo elementos de influência na desestruturação das famílias.

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