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Dia das Forças Armadas Angolanas 
Assinala-se este sábado [09.10.2021] o Dia das Forças Armadas Angolanas (FAA), cuja institucionalização ocorreu com a materialização dos Acordos de Bicesse (Portugal), rubricados em 1991, entre o Governo Angolano e a UNITA, ao abrigo do qual foram fundidas as Ex-Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e as extintas Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), então braço armado da UNITA.
Símbolo de unidade e de reconciliação nacional, as FAA foram criadas sob a base de um diversificado mosaico étnico-racial, cultural e de tradições das lutas de resistência, defesa da Independência e da soberania nacional, sempre movidas pelos valores ético-morais e profundamente sensibilizados pelas palavras de ordem: “A Pátria aos seus filhos não implora: ordena”.
Hoje, sob a direcção do Presidente da República e Comandante-em-Chefe das FAA, João Manuel Gonçalves Lourenço, as FAA são a expressão mais elevada de reconciliação, o melhor exemplo de unidade nacional e a garantia da Defesa da inviolabilidade do território, actuando como factor de dissuasão contra eventuais riscos de ameaças internas e externas.
A travessia para a paz efectiva passou por várias vicissitudes, particularmente com o conflito armado pós eleitoral, em 1992. Volvidos 30 anos desde a sua criação, as FAA passam por um processo de reestruturação e redimensionamento, integrando os seus três ramos: o Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra Angolana.
No âmbito dos Acordos de Paz de Bicesse, previa-se um número total de 50 mil homens: 40 mil do Exército, seis mil da Força Aérea Nacional e quatro mil da Marinha de Guerra Angolana. Para a implementação do respectivo programa foi criada a Comissão Conjunta Político-Militar (CCPM), que tinha na sua dependência a Comissão Conjunta para a formação das Forças Armadas (CCFA) e a Comissão Conjunta de Verificação do Cessar fogo (CCVCF).
Os princípios que passaram a reger a constituição das FAA foram definidos numa proposta conjunta apresentada pela CCFA a 24 de Setembro de 1991 e aprovada a 9 de Outubro de 1991 pela CCPM, cujos signatários foram os Generais França Ndalu (Governo) e o Engenheiro Salupeto Pena (UNITA). O documento oficial passou a ser designado por “Bases Gerais para a Formação das Forças Armadas Angolanas”, constituindo a Directiva Nº1.
Estavam criadas as condições para o processo de formação institucional das FAA. Na sequência, a 14 de Novembro de 1991, foram nomeados para o Comando Superior das FAA os Generais João Baptista de Matos e Abílio Kamalata Numa. E o primeiro contingente era constituído por dois Generais e cinquenta 50 Oficiais, metade de cada parte. Esta composição foi conduzida e dirigida pela Comissão Conjunta para a Formação das Forças Armadas (CCFA).
Com o advento da paz e da reconciliação Nacional, em 2002, as FAA entraram para uma fase de reedificação, reestruturação e modernização, processo ainda em curso.

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