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Dia da Revolução dos Cravos

Assinala-se este domingo [25.04. 2021] o 47º aniversário do 25 de Abril, Dia da Revolução dos Cravos, data que marcou para sempre a história de Portugal e das suas antigas colónias, entre as quais Angola.

Naquele dia, caía em Portugal a mais antiga das ditaduras europeias, através de um movimento protagonizado por jovens oficiais das Forças Armadas Portuguesas e sectores mais “liberais” da elite militar, permitindo o advento da democracia no país.
A transmissão, pela rádio, de “Grândola, Vila Morena”, música até então proibida, simbolizava a queda da ditadura e o fim da proibição dos partidos e movimentos políticos, das prisões políticas, do exílio de opositores do regime, do controlo cerrado dos sindicatos, da proibição da greve e da vida cultural estritamente vigiada.
Os cravos enfiados pela população nas espingardas dos soldados tornaram-se o símbolo da revolução que encerrou, além dos 48 anos de regime ditatorial do Estado Novo criado por António Salazar, 13 anos de guerra nas colónias africanas sob tutela portuguesa, com Angola, antiga jóia da coroa, a constituir-se num dos principais focos da revolta.
No ano passado, por ocasião da efeméride, o Presidente João Lourenço endereçou uma carta ao homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, em que referiu que a história dos dois povos “está marcada por esse acontecimento, que resultou dos esforços e da luta gloriosa de portugueses e angolanos”.
Com a acção, prosseguiu o Chefe do Estado angolano, os dois povos puderam desencadear mudanças que conduziram à democracia em Portugal, independência de Angola e de outros países africanos de expressão portuguesa.

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