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Conservação dos Mangais é uma questão de sobrevivência da espécie humana – Bornito de Sousa
A conservação dos ecossistemas de mangais, por aquilo que representam para o equilíbrio ambiental, nomeadamente a biodiversidade aquática e terrestre, é uma questão de sobrevivência da espécie humana, defendeu o Vice-Presidente da República de Angola, Bornito de Sousa.
Ao intervir esta quinta-feira [04.03.2020], por Webinar, na Conferência Internacional para o reforço dos compromissos políticos para conservação e melhoramento dos mangais em África, uma iniciativa da União Africana, Bornito de Sousa referiu que “é o próprio território onde vivemos, onde produzimos alimentos, onde trabalhamos e fazemos turismo e lazer, que tem nos mangais uma protecção eficaz contra a erosão dos solos e inundações”, lamentou que os mangais têm vindo a ser destruídos por depósito de resíduos, construção habitacional e comercial, utilização agrícola e por poluição com plástico, petróleo bruto e lixo electrónico (e-waste).
Convidado de Honra no evento que assinalou o “Dia Africano do Ambiente e Dia Wangari Maathai”, Bornito de Sousa reafirmou o posicionamento da liderança angolana em relação ao Ambiente, sublinhando que desde os primórdios da Independência Nacional que Angola tem as questões ambientais sempre na primeira linha de prioridades, constando, inclusive na própria Constituição da República.
Em Fevereiro último, para assinalar o Dia Internacional das Zonas Húmidas com Interesse Internacional (Convenção de Ramsar), realizou-se, também por Webinar, a partir de Luanda, um “Workshop Nacional sobre as Zonas Húmidas de Interesse Internacional”, com a participação de várias entidades angolanas ligadas ao Ambiente e à Economia azul, com destaque para o Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, a Comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural,  Economia Azul e Ambiente Sustentável, Josefa SACKO.
O evento de âmbito nacional produziu a “Declaração de Luanda” sobre as Zonas Húmidas de interesse internacional, que o Vice-Presidente da República considerou de extrema importância pois, como referiu, estabelece um conjunto de recomendações destinadas a inverter a médio prazo a tendência de destruição de ecossistemas naturais e dos mangais em particular.
Na sequência dessa iniciativa, Bornito de Sousa lançou o desafio para a plantação de 1 milhão de mangues em em toda a costa angolana até Dezembro do corrente ano. O dirigente reiterou esse desafio nacional esta quinta-feira no evento africano, estendendo o desafio aos demais países africanos a alcançarem ou superarem essa meta.

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