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Chefe de Estado reitera necessidade urgente de reestruturação da ONU

O Chefe de Estado angolano reiterou esta terça-feira [22.09.2020] a necessidade “urgente” de se reestruturar a Organização das Nações Unidas.

João Lourenço que defendeu esta posição ao discursar no debate geral da 75ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, disse que a reestruturação permitiria que a organização alcançasse uma composição do Conselho de Segurança com maior representatividade dos povos, das nações e dos continentes.

Na sua visão, a ONU deve procurar Interpretar, com isenção, os factores que estão na origem das tensões políticas externas decorrentes dos processos eleitorais e assumir posicionamentos que não ignorem governos legitimamente estabelecidos, mas que reforcem a sua capacidade de intervir na resolução dos problemas que garantam o funcionamento normal das instituições.

O Presidente da República lembrou que as Nações Unidas, no contexto actual do mundo, que configura uma realidade totalmente distinta da que esteve na origem da sua fundação, deve procurar fazer reflectir nas suas estruturas internas as características da realidade geopolítica dos nossos dias e deve se transformar numa organização capaz de salvaguardar com equilíbrio os interesses globais.

João Lourenço chamou a atenção para a necessidade de uma actuação coordenada dos países membros da ONU no combate à pandemia da Covid-19, lembrando que a actuação coordenada à problemas globais reforça a ideia de que o multilateralismo deve estar sempre presente na abordagem das questões internacionais mais candentes que o mundo enfrenta.

“Ao longo do seu percurso, as Nações Unidas tem advogado o multilateralismo na solução dos problemas da humanidade. Pensamos que dentro deste mesmo espirito devemos concentrar os nossos esforços na busca de soluções justas e duradouras para os problemas do médio oriente e do continente africano”, disse.

Estas soluções, disse, devem respeitar as resoluções do Conselho de Segurança, numa altura em que a natureza dos problemas de segurança em África, em muitos casos, está associada ao fenómeno do terrorismo internacional, da expansão do fundamentalismo religioso e dos conflitos pós eleitorais.

Diante disso, referiu que estas questões requerem atenção e vigilância redobrada das Nações Unidas, não devendo descurar o apoio a prestar aos países que enfrentam tais realidades.

Este ano, em virtude da pandemia da Covid-19, o debate geral da 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU, dispensou a presença física de delegações dos países membros. Os 193 Estados estão representados pelos respectivos embaixadores acreditados na sede da ONU, em Nova Iorque.

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