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Vice-Presidente da República aborda questões sobre jovem mulher

Governo 05-08-2026
Vice‑Presidente da República recebe responsáveis da WIMÁFRICA, da União Africana para Matemática e do MOVALBA

A Vice‑Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu em audiências separadas, na manhã desta quarta‑feira [05.08.2026], pelas 11h00, a Vice‑Presidente da WIMÁFRICA para os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs), Francisca Delgado, a Secretária‑Geral da União Africana de Matemática, Dra. Maria de Natividade, e os responsáveis do Movimento Pró‑Albino de Angola (MOVALBA).

Durante o encontro com a responsável da WIMÁFRICA, a Vice‑Presidente felicitou a eleição de Francisca Delgado para o cargo de Vice‑Presidente da organização nos PALOPs. A dirigente partilhou com a Vice‑Presidente aspectos relacionados com a sua recente eleição para o cargo de Presidente da Sociedade Mundial de Aquicultura para o Capítulo Africano, destacando que pretende olhar para o desenvolvimento da aquicultura de modo sustentável, recorrendo às tecnologias sem descurar o respeito pelo ambiente. Informou ainda que prevê participar brevemente na Conferência Mundial de Aquicultura, a realizar‑se em Dar es Salaam, República da Tanzânia.

Na segunda audiência, a Vice-Presidente da República recebeu a Dra. Maria de Natividade, que partilhou a sua recente eleição para o cargo de Secretária‑Geral da União Africana para Matemática. Durante o encontro foram analisadas formas de apoiar o mandato de Angola na promoção da matemática, sublinhando a necessidade de uma aposta séria, célere e contínua na formação de professores, acompanhada de mecanismos de fiscalização e acompanhamento.

Movimento Pró‑Albino de Angola (MOVALBA)

Numa terceira audiência, a Vice‑Presidente recebeu os responsáveis do MOVALBA, organização que luta pelos direitos, pela protecção social e pela inclusão efectiva das pessoas com albinismo em Angola. O Presidente do Conselho de Direcção da MOVALBA, Moisés Cardoso, expôs os desafios que a comunidade enfrenta no dia‑a‑dia, destacando a necessidade de diálogo com os órgãos estatais e sectores da saúde e da educação para combater o estigma e melhorar as condições de vida.

Entre os maiores desafios apontados estão a inclusão social, o acesso à saúde, a vulnerabilidade física e a discriminação. O dirigente sublinhou ainda que o acesso ao protector solar deve ser considerado pelas autoridades como medicamento essencial para as pessoas com albinismo, e não como simples cosmético.

Com estas audiências, a Vice‑Presidente da República reafirma o compromisso de Angola em apoiar iniciativas que valorizem o conhecimento, a ciência, a liderança feminina e a inclusão social, em prol de uma sociedade mais justa e de uma África mais competitiva e sustentável.

Fonte: OAVPR
Governo 24-07-2026
VPR aponta Declaração de Luanda como ponto de viragem continental

A Vice‑Presidente da República, Esperança da Costa, reafirmou esta sexta‑feira, em Luanda, a importância da economia azul como instrumento de diversificação económica, inclusão social, segurança alimentar e criação de emprego digno.

Ao intervir no acto de abertura do Segmento Ministerial de Alto Nível da 3.ª edição da Semana Africana da Economia Azul, Esperança da Costa defendeu igualmente a valorização das comunidades costeiras, considerando que o mar e as águas interiores não são apenas recursos a explorar, mas património a proteger, capital natural a regenerar e plataforma de desenvolvimento para as novas gerações.

A Vice‑Presidente explicou que a economia azul está alinhada com a estratégia macroeconómica de Angola, no quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023‑2027, que assume como prioridade central a diversificação da estrutura económica nacional e desempenha um papel importante no aumento da produção nacional, do capital humano, da melhoria da produtividade, do reforço do sector privado e da modernização das infra‑estruturas.

“Angola possui 1.650 km de costa atlântica, sendo um país profundamente ligado ao mar”, disse a Vice‑Presidente da República, para quem “a nossa posição geográfica, a nossa história, a nossa economia e a vida de muitas comunidades dependem do equilíbrio entre o uso produtivo dos recursos e a sua conservação”.

As autoridades elaboraram, para o efeito, a Estratégia do Mar de Angola, bem como o Plano de Ordenamento do Espaço Marinho, onde a costa angolana, os ecossistemas, a pesca, o transporte marítimo, o turismo costeiro, a energia, a investigação científica e a protecção ambiental constituem dimensões de uma mesma visão nacional.

Com a tónica da segurança alimentar, a Vice‑Presidente lembrou que a pesca marítima ou continental e a agricultura sustentável podem reforçar a segurança alimentar, reduzir importações, acrescentar valor à produção e gerar emprego em cadeia.

“A economia azul deve criar valor nos países africanos e não apenas exportar matérias‑primas, bem como promover cadeias de valor robustas, formalizar actividades e integrar mulheres e jovens em sectores de futuro”, referiu a VPR.

Para Esperança da Costa, é igualmente decisiva a Zona de Comércio Livre Continental Africana, no quadro da integração económica africana, oferecendo a oportunidade de expandir o comércio intra‑africano de bens e serviços azuis, aproximando Estados ribeirinhos, insulares e sem litoral, reconhecendo a importância da economia azul como ponte entre territórios e via de circulação de alimentos, energia, serviços, tecnologia e conhecimento.

“Angola situa‑se num ponto estratégico do Corredor do Atlântico Sul, uma posição que confere responsabilidades acrescidas na ligação entre a África Austral, Central, Golfo da Guiné e os mercados globais, contribuindo para o fortalecimento de portos, cadeias logísticas, conectividade regional e segurança marítima”, acrescentou.

A Vice‑Presidente disse esperar que o evento de Alto Nível produza contributos substantivos para a Declaração de Luanda, instrumento político determinante da Semana Africana da Economia Azul 2026.

O continente, realçou, tem a responsabilidade de proteger a base ecológica da prosperidade, uma vez que não há economia azul se os mares forem degradados, se a poluição avançar ou se existir pesca ilegal, declarada e não regulamentada, retirando valor aos povos africanos.

Na sua visão, a Declaração de Luanda deve afirmar a necessidade de sistemas de contabilidade de dados azuis como condição para avaliar impactos e atrair investimento. Apelou, por isso, aos Estados‑membros da União Africana, às comunidades económicas regionais e aos parceiros presentes para que a Declaração de Luanda seja adoptada por consenso, por ser “um instrumento político e ponto de viragem continental, que alinhe prioridades, acelere a implementação da estratégia da economia azul africana, mobilize financiamento e se transforme num pilar efectivo da Agenda 2063”.

Fonte: OAVPR
Governo 10-07-2026
Angola convidada a ratificar Convenção Africana sobre o Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas

A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu quinta-feira [09.07.2026], em Luanda, a delegação da União Africana (UA) que participa no II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, com quem abordou a ratificação da Convenção Africana sobre o Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas.

No final da audiência, a enviada especial da UA para Mulheres, Paz e Segurança, Liberata Mulamula, desafiou Angola a ser o primeiro país a ratificar o instrumento jurídico adoptado pela organização continental que, referiu, reforça a protecção das vítimas, responsabiliza os autores de violência e intensifica o combate à impunidade no continente africano.

Liberata Mulamula recordou que os chefes de Estado e de Governo da União Africana assinaram a convenção durante a presidência rotativa de Angola na organização, exercida pelo Presidente João Lourenço até Fevereiro de 2026. O instrument, acrescentou, estabelece medidas de prevenção e combate à violência contra mulheres e raparigas, para além de mecanismos de protecção das sobreviventes e de responsabilização dos agressores.

A enviada especial da União Africana destacou os avanços de Angola na promoção da participação feminina em cargos de decisão e manifestou satisfação pelo elevado número de mulheres em funções de liderança na administração pública.

Ao Executivo angolano, liderado pelo Presidente João Lourenço, Liberata Mulamula agradeceu pelo apoio prestado à realização do II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, que decorre em Luanda sob o lema “Transformar África: Empoderando Mulheres na Liderança para a Paz e o Crescimento Inclusivo do Continente".

Fonte: OAVPR
Governo 09-07-2026
VPR e responsável da UNESCO analisam papel de Angola na Rede Mundial de Reservas da Biosfera

A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, realçou quarta-feira [08.07.2026], em Luanda, a urgência de incluir a juventude nos programas de preservação ambiental.

“Temos de envolver os jovens, não só por possuírem habilidades, conhecimento e engajamento necessário para o desenvolvimento do país, mas também para que possam criar emprego e sentir-se transformadores da sociedade”, defendeu Esperança da Costa durante uma audiência concedida à subdirectora-geral adjunta da UNESCO para Prioridade África e Relações Exteriores, Lídia Arthur Brito.

Lídia Arthur Brito, classificou como “muito produtivo” o encontro, em foram abordados, entre outros assuntos, a importância da inclusão de Angola na Rede Mundial de Reservas da Biosfera, assim como o reforço da cooperação bilateral entre Angola e a UNESCO.

A entrada de Angola na Rede Mundial de Reservas da Biosfera, sublinhou a diplomata, abre caminho para propor novas zonas focadas no desenvolvimento local e na protecção ambiental. “Vai permitir às comunidades locais desenvolverem as suas potencialidades com base na sustentabilidade”, afirmou, destacando que os programas de conservação vão impulsionar o crescimento socio-económico regional e abrir portas ao turismo sustentável.

A Rede Mundial de Reservas da Biosfera, criada pela UNESCO através do Programa “O Homem e a Biosfera”, integra mais de 780 áreas em 142 países. Estes territórios conciliam a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento socioeconómico sustentável e o conhecimento científico.

Durante a audiência, foi igualmente projectada a realização da IV edição da “Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e da Não-Violência”, agendada para o próximo mês de Outubro. O evento terá como lema “Valorizar a Água: Governação da Água como Ferramenta para a Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.

A agenda de Angola enquanto Estado-membro da UNESCO nas áreas da Educação, Ciência e Cultura — com foco na paz — foi igualmente analisada.

Fonte: OAVPR

vicepresidente.gov.ao Vice-Presidente da República de Angola

Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa



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